expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>
Mostrando postagens com marcador A Marginal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Marginal. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de março de 2011

A Marginal (PARTE ll)



Antes de te de conhecer, os minutos pareciam horas. Passavam-se semanas, mas para mim parecia apenas um dia, meses e semanas não faziam muita diferença para mim antes de te conhecer.

Fiquei em depressão leve e só alguns amigos sabem disso, eles tentavam me distrair, mas não adiantava, era como você ficar sozinho em quarto gelado sem a companhia de ninguém, nem da sua propia familia. Enquanto você esta só, se lamentando e chorando pela droga da sua vida, pessoas do outro lado da parede estão rindo e conversando.E ninguém se importava de vim aqui para conversar comigo. E eu fui guardando todo esse sufoco por muito tempo, cerca de um ano mais ou menos.Só a minha alma sentiu o tamanho sofrimento, e ainda sente.

Eu passei algum tempo no meu quarto, gelado e escuro sem falar com ninguém, só comigo mesmo. Nesses momentos meu melhor amigo foi o papel e a caneta que amenizaram um pouco do que eu sentia naquele determinado ano.E eu descobri que a ilusão uma boa parte vem de um amor que nem chega a começar.Você acaba fazendo tudo o que essa pessoa quer, abre mão do seu próprio corpo, da boa vontade de alguns ao seu redor. Mas você acaba vendo que no final nós só somos marionetes.

Nós somos tão marionetes que você acaba abrindo mão de tanta coisa para o seu amor perdido...

Termino :23:57 (Dia: 1 dezembro de 2010)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A Marginal (Parte I)

   Quando eu te vi pela primeira vez, fiquei intimidado como que se você me encarace profundamente. Seus belos olhos verdes se destacava de tudo e de todos  a sua volta. Você parecia ser a pelo qual eu poderia me adentrar de paixão, mudando a minha concepção sobre mulheres.
   Pois bem, la estava eu com meu traje obscuro, e sempre alerta em tudo e em todos. Quando eu percebi a sua presença naquele momento, eu parei, fiquei sem reação, sem graça.Até quando eu passei por você e senti que seus globos oculares se dirigiam a minha pessoa.
   Não, não foi normal da forma como você me olhou (apesar de eu só ter sentido), pois bem, eu desfarcei, e sentei a alguns metros de você. Estávamos a marginal, com um cigarro na Mão, e com o capuz por cima da minha cabeça, eu me escondia da ventania que estava naquele momento. Olhando para você com olhos diferentes, eu notei que poderia dar certo, então eu resolvi dar o bote. Não no primeiro dia, nem no segundo, mas dei o bote. Não poderia deixar escapar a possível chance de me apaixonar.

Enfim, chegou o dia do presente, e o presente que eu te dei foi te conquistar com o beijo adocicado, novamente a marginal.foi com mordidas vampirescas que o seu sangue escorreu sobre meus lábios.superiores. Os postes se apagaram, e a chuva caiu sobre nos. O oceano estava agitado aquele dia, trazendo horas de chuvas de pingos grossos e  dolorosos, resolvemos  nos aquecer. O coturno nos meus pés não deixava a água entrar, e a sua calca colada me fez ver o quanto você estava com frio;
   Em momentos senti meu coração pulsando mais devagar, e mais devagar... a cada passo que eu dava, era um tremendo esforço. O coturno de couro já não era o mesmo, e o vento vinha contra nossa direção fazendo-me cansar mais rapido.